sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Como uma JAC deve ser

Nos dias 24 e 25 de novembro de 2017 acontecerá a VI Jornada de Análise do Comportamento de Goiânia.

Juntar um bocado de palestrantes legais para falar sobre temas interessantes em um evento é uma tarefa mais difícil do que parece. Mas o que a gente tem se perguntado é: será que isso é o melhor que se pode fazer em uma Jornada de Análise do Comportamento?

Como bons behavioristas, vamos pensar nas funções antes de decidir topografias. Pra que fazer uma JAC? Na verdade, dado o alto e crescente número de eventos de Análise do Comportamento em Goiânia e proximidades, talvez a pergunta mais importante seja: pra que outro?

Nós da organização da JAC Goiânia sempre tivemos um objetivo bastante claro: tornar a Análise do Comportamento (enquanto ampla classe de estímulos) mais reforçadora (agradável, interessante, instigante, envolvente, apaixonante). Isso a gente vem construindo com cada cuidado, nos mínimos detalhes, não só na escolha de palestrantes e temas, mas na estética do evento, na forma que recebemos os participantes, na criação de coisinhas legais pra vender, e etc. O objetivo final tem sido fazer com que as pessoas saiam do evento empolgadas, querendo aprender mais, estudar mais, trabalhar mais, e experienciar mais as maravilhas dessa ciência. E nesse sentido, pelos feedbacks que temos recebido, temos sido muito bem sucedidos.



Tudo bem... mas dá pra ir além?
O quanto se pode aprender realmente com palestras dentro de uma jornada?
Sabendo que aprender é muito mais do que ficar sentado ouvindo alguém falar, que outros formatos de atividades podemos explorar em evento desse tipo?
Muita gente vai para eventos assim somente pela socialização... como potencializar esse aspecto do evento?

Esse é o tipo de pergunta que tem feito a gente quebrar a cabeça, e pensado em modelos diferentes de programação.

Na sexta edição, em aproximadamente 16 horas de evento, teremos apenas duas palestras e mais uma conferência de abertura. A conferência de abertura, como tem sido, vai falar de temas universais e instigantes da Psicologia e da Análise do Comportamento pra deixar todo mundo na sintonia certa do que há por vir. E as palestras vão permitir que o público entre em contato com temáticas variadas da nossa ciência. Mas e no resto do tempo?

Todas as outras atividades terão maior nível de interatividade.

Assim como no ano passado, na sexta à noite teremos os workshops, que são atividades simultâneas com caráter prático. Cada workshop envolverá o treinamento de habilidades relevantes para a prática profissional, seja clínica ou de outras áreas de atuação do analista do comportamento.

No sábado de manhã, depois das palestras, teremos um atendimento ao vivo. O psicólogo João Vicente Marçal irá atender um caso real de modo a ilustrar como trabalha um analista do comportamento no consultório. Ao final, serão feitas discussões sobre o caso e sobre as formas de condução.

Depois do almoço, teremos uma atividade de cunho experimental, que chamamos de Sessão de Networking. Você poderá inscrever apresentações de até 3 minutos para apresentar qualquer coisa que quiser compartilhar com pessoas: uma pesquisa, um caso clínico, uma ideia, um projeto, um instituto. As pessoas presentes poderão fazer perguntas, dar feedback, trocar contatos, ou simplesmente assistir para saber o que outras pessoas andam fazendo. (mais informações sobre essa atividade em breve).

Em seguida teremos uma mesa redonda no formato bate-papo, na qual professores irão discutir sobre o uso da Análise do Comportamento no ensino da própria Análise do Comportamento. O quanto praticamos aquilo que falamos? A participação também será aberta ao público.

Por fim, alunos de diferentes instituições disputarão o BehaviorQuiz, um jogo de perguntas e respostas sobre Análise do Comportamento que há 3 anos vem empolgando participantes e espectadores.

Confira a programação completa do evento.

Em conjunto, queremos que essas atividades promovam interações enriquecedoras, reforçadoras e de muita aprendizagem entre participantes do evento.

Quer mais? Que tal ganhar a inscrição do evento jogando um jogo de celular? Conheça o JACLab, o jogo oficial da VI JAC Goiânia!

As inscrições começam no dia 4 de setembro. Aguarde novidades!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Workshops

Nesta quinta edição do evento, separamos um turno inteiro para realização de workshops. Ao contrário de palestras, workshops têm um caráter mais interativo, e visam o desenvolvimento de repertórios úteis à prática profissional.

Na sexta à noite ocorrerão cinco workshops simultâneos, e os participantes terão liberdade para escolher qual irão assistir. Não existe pré-inscrição específica, e o controle de lotação será feito mediante entrada.

Seguem abaixo os resumos dos workshops que serão ministrados:

Laboratório de Esperanças (Yara Claro Nico)
Intervenções recentes na história da Psicologia, mas já baseadas em evidências sobre sua eficácia, estão inovando na maneira de produzir bem-estar psicológico e esperança para indivíduos e comunidades. Elas se caracterizam pelo treino de habilidades socioemocionais, que ocorre de maneira lúdica e divertida, em grupos de indivíduos e em contextos que permitem intervenções em larga escala, tais como em escolas, famílias e comunidades. Habilidades socioemocionais promovem um repertório comportamental rico, variado e capaz de estabelecer relações humanas saudáveis e, assim, previnem adoecimento psicológico, uma das questões mais sérias e urgentes da sociedade atual.
Pesquisas têm revelado que o desenvolvimento dessas habilidades são fundamentais para nos proteger das armadilhas da cultura contemporânea que vêm produzindo sofrimento psicológico em níveis alarmantes.
Nesse workshop, que terá uma dinâmica participativa, os participantes serão convidados a experimentarem exercícios interativos desenvolvidos com o objetivo de treinar e/ou aprimorar habilidades socioemocionais. O objetivo é apresentar essa área de atuação por meio da prática e, assim, instrumentalizar os participantes para serem experimentadores de esperança.

Terapia Comportamental Integrativa de Casais - teoria e ferramentas para manejo clínico (Denise Lettieri Moraes)
O workshop discutirá a aplicação da análise do comportamento na modalidade de Terapia de casais. Iremos ver que a Terapia de Casal Comportamental precisou ser reformulada e dessa reformulação nasceu a terapia de casal comportamental integrativa. A TCCI tem como base teórica o behaviorismo e parte do princípio que cada comportamento é formado e mantido por eventos ambientais singulares. Nesse modelo as análises funcionais são fundamentais e as intervenções do terapeuta são pautadas no momento presente, procurando promover o contato direto com reforçadores naturais. No decorrer do workshop serão apresentadas intervenções e estratégias terapêuticas utilizadas nesse modelo de atendimento.

Manejo de comportamento problema no Transtorno do Espectro Autista (Leana Vilmar Bernardes e Raquel Borges Sousa Magalhães)
Comportamento-problema se refere a excessos e déficits comportamentais que podem comprometer a interação social e/ou aprendizagem da pessoa. No workshop "Manejo de comportamento problema" serão descritas noções básicas de como analisar o comportamento problema e várias formas de desenvolver estratégias para lidar com este tipo de comportamento, trabalhando tanto com antecedentes (prevenção) quanto com consequentes.

Cuidados no manejo clínico para prevenir o abandono da terapia (Nicolau Chaud de Castro Quinta)
Um problema comum pelo qual muitos terapeutas passam, sobretudo os iniciantes, é o abandono da terapia pelo cliente. Ainda que o cliente geralmente justifique seu abandono pela falta de tempo ou de condições financeiras, tais justificativas apenas escondem erros ligados a um manejo pobre ou insuficiente do processo clínico por parte do terapeuta.
Neste workshop, discutiremos os principais comportamentos do terapeuta que podem levar à perda do interesse e envolvimento do cliente com a terapia. A partir do entendimento de que tais comportamentos problemáticos do terapeuta ocorrem devido à ausência de melhores repertórios de manejo, serão realizados exercícios para aquisição de tais repertórios. Os exercícios terão forma dialogada, escrita e vivenciada. Os repertórios trabalhados não envolvem as intervenções terapêuticas em si, mas aspectos ligados ao vínculo terapêutico, ao estabelecimento dos objetivos clínicos e às interpretações funcionais dos casos.

Supervisão Pública (Cristiano Coelho e Flávio da Silva Borges)
Consiste em uma atividade de interação mútua entre os supervisores e os participantes. Esta atividade fundamenta-se na discussão de casos que serão trazidos e apresentados pelos participantes. Os supervisores orientam o processo, mas todos participam, ouvindo os casos, interagindo e sugerindo. As orientações são fundamentadas nas concepções do Behaviorismo Radical e na prática da Análise Clínica do Comportamento. Mesmo sendo discutidos casos específicos, as considerações podem ser aplicadas a outros casos. O número de casos a serem supervisionados pode variar conforme a delimitação do horário estipulado para supervisão.
Objetivos: Aprimorar o conhecimento teórico-conceitual necessário para o atendimento dos casos; Discutir as técnicas terapêuticas aplicadas aos casos clínicos; Discutir as habilidades interpessoais necessárias durante o processo; Aprimorar a prática terapêutica através das apresentações e discussões dos casos.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Inscrições abertas para V JAC Goiânia!

As inscrições para a V Jornada de Análise do Comportamento de Goiânia estão abertas!
Mantemos todas as coisas que faziam da JAC Goiânia um evento especial:
-Temas atuais e abrangentes;
-Palestrantes incríveis de todo o país;
-A equipe mais reforçadora de Goiânia;
-BehaviorQuiz;
-Botons!
-Sorteios de brindes e cursos;
-Coisas legais que vendemos na hora.
E este ano temos novidades:
-Evento maior, começando na sexta à tarde;
-Será sediado na PUC de Goiás;
-Workshops para promoção de habilidades profissionais;
-Debate interativo.
Tudo isso por um valor acessível (R$50 para inscrições antecipadas). Imperdível para aqueles que já têm afinidade com a área; fundamental para aqueles que necessitam desmistificar uma visão limitada e negativa da Análise do Comportamento.
Aguarde novidades!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Contingências altamente reforçadoras em sua quarta edição

Nos dias 06 e 07 de novembro de 2015, ocorreu a IV Jornada de Análise do Comportamento de Goiânia, o evento que tem como objetivo principal criar contingências nas quais as pessoas possam ser reforçadas no seu envolvimento com a Análise do Comportamento.

O público deste ano ultrapassou 300 participantes e teve o seu local alterado para um espaço maior a fim de acolher as novas inscrições. Coordenado pelo professor Nicolau Chaud e equipe sempre uniformizada de alunos e ex-alunos, o evento é sediado desde a sua primeira edição na Faculdade Alves Faria.

A programação conquistou os participantes que vieram, além da cidade de Goiânia, de Brasília, Catalão-GO, Campinas-SP, Bahia e Mato Grosso do Sul. No primeiro dia, o carismático Hélio Guilhardi, fundador e coordenador do ITCR, ministrou o curso Sentimentos de auto estima, autoconfiança e responsabilidade numa perspectiva comportamental, com reflexões a respeito do amor e relacionamentos afetivos. No segundo dia, a primeira fala também foi dele, apresentando a Terapia por Contingências de Reforçamento: conceitos básicos e aplicação em clínica.

O coordenador geral da JAC Goiânia, Nicolau Chaud polemizou com o tema Ordem no caos: relações funcionais no sonhar e trouxe questões inovadoras a respeito da abordagem dada pela Análise do Comportamento aos sonhos, através da análise funcional de registros dos próprios sonhos e de relatos cedidos por participantes de uma pesquisa divulgada no seu blog pessoal.

Ana Arantes inspirou o público com sua fala a respeito do Feminismo e contracontrole revolucionário. Durante o tempo reservado para perguntas relatos emocionados de participantes mulheres marcaram o momento.

Vinícius Xavier apresentou um olhar humano e inovador da Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) no tratamento da dependência química, discutindo os impactos que essa terapia de terceira onda podem ter sobre esse problema de grande relevância social.

O último palestrante, Diego Zílio surpreendeu os participantes questionando com propriedade o mestre Skinner em sua visão sobre Neurociências e Análise do Comportamento: elementos para uma explicação unificada, propondo um modelo integrativo original e instigante.

E o que dizer do BehaviorQuiz, que conhecemos há duas edições e já consideramos pacas? O game épico que teve a sua estréia na edição anterior e novamente encerrou o evento deste ano com maestria. Alunos de graduação dos cursos de Psicologia da PUC, ALFA, Estácio e uma equipe coringa formada por dois estudantes da UFG e uma da Estácio responderam perguntas sobre Análise do Comportamento. A disputa foi acirrada com muitas reviravoltas entre as esquipes durante as fases e a famosa pergunta em que é possível arriscar tudo. Depois de muitas emoções, a PUC conquistou seu bicampeonato!

Para quem compareceu ao melhor evento do semestre ficaram as lembranças registradas nas fotos compartilhadas pelos participantes com a hashtag #JACGYN. Para quem por algum infortúnio perdeu nosso evento, resta aguardar ansiosamente o ano que virá. Será uma honra recebê-los e um prazer surpreendê-los!

Obs: Fontes seguras e anônimas informaram que a cúpula da JAC se reuniu secretamente, na semana seguinte ao evento, para planejar os primeiros detalhes do evento do ano que vem!

Norma Lirian